Novo contracetivo masculino é seguro, eficaz e barato, mas ninguém o quer vender

Um gel injetável que bloqueia a passagem correta dos espermatozóides no canal deferente poderá revolucionar o modo de ver e fazer sexo entre as populações onde o preservativo não é bem visto.

Um procedimento injetável e reversível criado na Índia poderá custar cerca de dez dólares (9,42 euros) nos países pobres e fornecer aos homens contraceção de longo prazo, ultrapassando problemas relacionados com o uso regular dos métodos contracetivos e evitando os custos associados aos preservativos e à pílula.

Sujoy Guha, engenheiro biomédico, é o inventor do produto. Aos 76 anos, está à procura de uma empresa que queira comercializá-lo, escreve o jornal Público.

A técnica de Sujoy Guha - designada RISUG - para inibir a fertilidade masculina socorre-se de um polímero em gel que é injetado no canal que transporta os espermatozóides no órgão genital masculino. Este gel age como barreira perante os espermatozóides, tornando-os estéreis.

Este tratamento, conhecido como inibição reversível de espermatozóides sob orientação, pode ser invertido com uma segunda injeção que o destrói, permitindo aos espermatozóides chegarem ao pénis sem qualquer dificuldade.

Este procedimento tem uma eficácia de 98% na prevenção da gravidez - semelhante à dos preservativos - e não tem efeitos secundários significativos, garante o Conselho Indiano de Investigação Médica.

Mas em relação ao preservativo, este método agora apresentado tem, pelo menos, uma desvantagem: não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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