Mutação pode ter acelerado proliferação do vírus zika

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas chineses publicada hoje pela revista "Nature" sugere que uma mutação ocorrida numa proteína do vírus da zika contribuiu para a proliferação da doença no Mundo nos últimos anos.
créditos: EPA/ANTONIO LACERDA

O estudo, liderado por cientistas da Universidade Tsinghua, apontou que uma proteína não-estrutural 1 (NS1), que é responsável por facilitar a contaminação dos mosquitos aedes aegypti por flavivírus (família de vírus que inclui o zika), teria sofrido uma mutação que acarretou no aumentou da presença do vírus no mosquito que transmite a doença.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas desenvolveram experiências em ratos que foram picados por mosquitos com cargas virais de diferentes linhagens do vírus zika.

Eles descobriram que naqueles em que o flavivírus possuía a proteína NS1 modificada, de linhagem asiática, a permanência de infecção foi substancialmente maior.

O vírus zika assuntou o mundo em 2015, quando a proliferação dos casos na América Latina levou pesquisadores a detectarem que ele causa várias complicações neurológicas, como síndrome de Guillain-Barré em adultos e microcefalia em recém-nascidos.

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