Médico diz que homem moderno precisa de cada vez menos comida

O homem moderno precisa cada vez menos de comida, porque não tem a mesma exigência em termos físicos do que os antigos, disse à Lusa o médico indiano e especialista em transplantes do pâncreas Raja Kandaswamy.

"O homem moderno precisa cada vez menos de comida, porque não tem a mesma exigência em termos físicos do que os antigos. Tornámo-nos tecnologicamente demasiado dependentes, porque já não temos o mesmo nível de consumo de calorias que antes, mas ainda assim continuamos a consumi-las", argumentou Raja Kandaswamy.

O especialista, líder do maior centro de transplante do pâncreas do mundo, na University of Minnesota Medical Center, em Mineapolis, nos Estados Unidos da América, foi convidado para falar sobre a sua área no HEBIPA Meeting 2017, um encontro que decorreu sexta e sábado no Porto e organizado pela Unidade Hepatobiliar e Pancreática do Centro Hospitalar do Porto.

Sobre a evolução da doença no planeta, explicou-o de forma simples: "há quem chame à diabetes a doença dos ricos e como o mundo está a tornar-se cada vez mais rico, a doença acompanha-o, porque cada vez se faz mais exercício em frente à televisão".

Pioneiro dos transplantes do pâncreas nos Estados Unidos da América, este especialista indiano considerou "encorajador verificar que as transplantações do pâncreas têm vindo a aumentar fora dos Estados Unidos nos últimos 15 anos". "Os países líderes nesse particular são o Reino Unido e o Brasil, depois a Coreia do Sul e a Itália, com Portugal a surgir no Top 7 dos países com o melhor registo por número de habitantes, o que é impressionante", elogiou Raja Kandaswamy.

Numa curta viagem pelos últimos 51 anos na história dos transplantes, Kandaswamy lembrou que quando em 1966 começaram os transplantes do pâncreas "nos primeiros 30 anos a taxa de sucesso foi muito baixa". "Depois disso, a cada cinco anos surgiram melhoramentos e, aqui chegados, temos um registo superior a 90% de casos de sucesso nos Estados Unidos", revelou à Lusa.

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