Luís Sanches: Hospital regional do Fogo necessita de mais dez funcionários de apoio operacional para garantir a limpeza

Para o diretor do São Francisco de Assis, trata-se de um problema crônico.

Diretor do hospital regional São Francisco de Assis

créditos: Inforpress

O hospital regional São Francisco de Assis, necessita, ao menos, de dez funcionários de apoio operacional (serventes) para repor e restabelecer o equilíbrio e manter este estabelecimento hospitalar limpo e funcional, disse o diretor Luís Sanches.

O diretor do hospital São Francisco de Assis, abordado pela Inforpress sobre uma possível manifestação de um grupo de mais de 30 trabalhadores auxiliares (pessoal de apoio operacional) na sequência do não pagamento pelo trabalho extra, considera justas as reclamações e a possível manifestação, mas indica que é uma decisão que ultrapassa a direção do hospital.

“O problema de número de pessoal de apoio operacional não é de agora, mas é um problema que vem de há muito tempo, assim como de número de enfermeiros, de médicos”, disse Luís Sanches à Inforpress, observando que existe uma série de dificuldades que se vem arrastando desde há muito tempo e que, assevera, a direção tem estado a tentar resolver dentro das suas possibilidades.

Para o diretor do São Francisco de Assis, trata-se de um problema crônico, porque, conforme explicou, o hospital perdeu muitas pessoas, devido à emigração e à reforma, mas que não foram repostas, e para colmatar o défice de pessoal, aumentou-se a carga de trabalho de pessoal de apoio operacional, mediante compensação financeira, além de outros prejuízos como a perda de férias.

Ultimamente, observou, a direção do hospital recebeu uma orientação do Ministério de Finanças que considera a compensação “ilegal e irregular” por contrariar as normas legais do país, suspendendo assim o seu pagamento.

A direção do hospital já teve encontro com o chefe e com o pessoal operacional para comunicar a decisão, que os mesmos já tinham apercebido devido ao atraso no pagamento da compensação, indica o diretor do hospital, para quem “não se trata de uma situação fácil e nem boa” para o hospital que não tem como contratar novos auxiliares.

Justificou ainda que há normas da Administração Pública que o impede de fazê-lo, mesma em situação pontual, reconhecendo que o processo tornou-se “moroso e difícil”, por um lado e por outro já que não tem como compensar as pessoas pelo trabalho realizado.

“Não podemos contratar porque estamos bloqueados pela lei já que a contratação é feita através de concurso público a nível nacional e não podemos pagar compensação porque é ilegal e irregular”, disse Luís Sanches, admitindo que haverá um “grande constrangimento”, porque moralmente não fica bem colocar uma pessoa a trabalhar e não pagá-la.

“Não é correto ter uma pessoa a fazer turnos mais intensos e não ser compensada, e as pessoas têm razão na reclamação”, reconhece o responsável do hospital, adiantando que a direção “está consciente que não é correto”.

Além do pessoal de apoio operacional, a medida do Ministério das Finanças abrange a classe médica que deixa de beneficiar de água e refeição quando estão de urgência por 12 horas e nem transporte.

Luís Sanches confirmou também que a medida abrangeu os médicos e condutores que beneficiavam de água e refeição em situação de urgência e que a partir de agora deixam de beneficiar, observando que não se trata de uma “boa decisão”, mas que a direção já se reuniu com os médicos para os comunicar à semelhança do que fez com o pessoal de apoio operacional, e que esta limita-se a cumprir as decisões.

A mesma fonte disse que, no caso dos médicos, foram aconselhados, quando estão de urgência por um período de 12 horas, a levar merendas e água e que no hospital existem micro-ondas que podem ser utilizadas.

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