HIV/SIDA : Dados de 2016 revelam que Cabo Verde mantém taxa de prevalência abaixo de 1% (por cento)

Esses dados foram divulgados pelo Comité de Coordenação do Combate a SIDA.

O secretário executivo do CCS-SIDA, Artur Correia afirmou hoje, que políticas públicas para combater a epidemia têm dado resultado, pois, os dados de 2016 apontam para uma taxa de prevalência do HIV/SIDA em Cabo Verde abaixo de um por cento (%).

Esses dados, conforme avançou este responsável em declarações à Radio Nacional, foram divulgados pelo Comité de Coordenação do Combate a SIDA (CCS-SIDA), que reuniu-se hoje com os parceiros da ilha de Santiago para fazer o balanço das atividades referentes a 2016.

Artur Correia, afirmou que o país tem conseguido fazer baixar a taxa de prevalência de transmissão nos grupos de risco, indicando que na população geral « há uma taxa de transmissão que é menos de 1%, mas nesses grupos concentrados temos entre 5 a 7% de taxa de transmissão ».

«Por exemplo, nos usuários de drogas temos cerca de 4%  e nos homens que fazem sexo com homens, temos cerca de 5 a 7% e já foi mais de 15%. Queremos evitar que nesses grupos mais afetados haja transmissão do vírus para a população em geral”, explicou.

De acordo com os dados em apreço, existem dois mil e seiscentos casos registados de HIV Sida em Cabo Verde, sendo que 60% desse total está na ilha de Santiago e 50% no concelho da Praia.

Entretanto, a mesma fonte indica que no total de dois mil e seiscentos casos, mil e seiscentos estão em tratamento, mas Artur Correia revela que, a estratégia adotada é a de levar ao tratamento cerca de 90% dos casos.

“Antes, nós tínhamos um conjunto de critérios através dos quais as pessoas entravam em tratamento, mas estamos a facilitar esse critério para que as pessoas entrem em tratamento mais precocemente possível”, afirmou, ressaltando que a estratégia é diagnosticar, nomeadamente os grupos afetados, e se for possível iniciar o tratamento imediatamente.

No âmbito deste encontro que decorreu hoje na capital do país, o Comité de Coordenação de Combate a Sida e o grupo CV Telecom assinaram um protocolo de colaboração com duração de dois anos, que se estriba na ajuda na prevenção de transmissão de mãe para filho, através do financiamento de leite artificial para as crianças de mães seropositivas.

O CCS sida já tem garantido o financiamento das suas ações través do fundo global até 2020. Para o segundo semestre estão previstos um novo estudo sobre a prevalência do HIV na população e a intensificação de campanhas de testes a nível nacional.

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