Fogo: Hospital Regional inicia cirurgias oftalmológicas na próxima semana

O serviço de oftalmologia do hospital regional São Francisco de Assis inicia na próxima semana cirurgias oftalmológicas básicas.

O serviço de oftalmologia do hospital regional São Francisco de Assis inicia na próxima semana cirurgias oftalmológicas básicas, prevendo-se a realização de cirurgias de catarata para meados de Março/Abril, declarou o director do hospital,  Evandro Monteiro, à Inforpress.

Segundo a mesma fonte, o estabelecimento hospitalar já fez os investimentos necessários, nomeadamente a aquisição de ferros cirúrgicos “em quantidade suficiente” para que a equipa técnica local possa efectuar as cirurgias, indicando que como tudo na vida vai-se iniciar com o básico e avançar para as cirurgias mais complexas.

Assim, ajuntou, dá-se o início com as cirurgias de dipterígua, para, a partir de Março/Abri, proceder-se à realização das cirurgias que exigem “maior capacidade” técnica, e sobretudo, apontou, “apetrechamento em materiais e equipamentos”.

“Estamos a organizar todo o processo para começar ainda no primeiro trimestre”, disse Evandro Monteiro.

Além de equipamentos para cirurgias oftalmológicas, a direcção do hospital investiu também na aquisição de materiais para a cirurgia geral e obstetrícia, que constitui, reforçou, “uma vantagem” para a população da região sanitária Fogo e Brava.

A par do início das cirurgias oftalmológicas, Evandro Monteiro disse que o hospital já dispõe do seu director clínico que, segundo o mesmo, era uma necessidade para o funcionamento do hospital, mas que também do ponto de vista organizativo vai ajudar no funcionamento do estabelecimento.

Ao fazer uma retrospectiva do ano passado, Evandro Monteiro considerou que foi positivo porque conseguiu-se criar uma base que a partir de 2018 vai proporcionar melhores condições do exercício de actividade médica, quer no hospital como na região sanitária Fogo e Brava.

Citando alguns ganhos, Evandro Monteiro indicou que na parte diagnóstica, “um dos eixos fundamentais” para o funcionamento de qualquer hospital, além da intervenção organizativa, houve melhorias sobretudo na capacidade de respostas, observando que o hospital passou a realizar exames que antes não eram possíveis por outras questões, como exame prostático, de funcionalidade tiróidea, de algumas patologias ligadas a viroses e a toxoplasmose, sobretudo para gestantes.

“São exames complementares que estamos a realizar no hospital e há orientações concretas para continuar com a sua realização” disse Evandro Monteiro, reconhecendo que há aspectos como roturas de reagentes que ultrapassa às vezes a própria capacidade do hospital, mas que em articulação com outras estruturas e empresas vai encontrar forma de colmatar este tipo de falha.

Quanto a especialidade de endoscopia, o director do hospital regional garantiu que se está na fase final de elaboração de contacto e provavelmente até Março/Abril terá este serviço na ilha.

Frisou que isso não depende apenas da direcção do hospital regional, mas que há outros intervenientes e circunstâncias a se ter em conta, mas diz acreditar que vai avançar por traduzir-se num “ganho substancial” para a ilha e para a região.

Em 2017, a direcção do hospital realizou intervenções na melhoria do aspecto físico no sentido de padronização e harmonização da estrutura física já que inicialmente havia a percepção de dois blocos separados no mesmo hospital, a primeira fase da construção da sala de espera que devem ser equipadas nos próximos dias, para evitar que os pacientes ficam em filas e ao relento, dando assim melhores condições para que se sintam melhores.

Além disso as intervenções incidiram nos arruamentos internos, colocação de pavimentos, jardins para ornamento do hospital, que segundo Evandro Monteiro, é um espaço para curar o aspecto fisco e biológico, mas também o psicológico, e que tudo isso tem repercussão no próprio doente.

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