Estudo relaciona maior longevidade com consumo de café

O consumo de café pode contribuir para mais longevidade, ajudando a evitar doenças cardíacas, renais, respiratórias, cancros, AVC ou diabetes, segundo um estudo em que foram analisadas mais de 180 mil pessoas.

Os olhos dirão que é semelhante ao expresso português mas o expresso cubano já vem para a mesa adoçado. Foto: Pixabay/Domínio Público

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A investigação, que será divulgada na terça-feira na publicação especializada Annals of Internal Medicine, baseou-se num estudo feito nos Estados Unidos entre diversas etnias pela Universidade do Hawaii e a Escola de Medicina Keck, da Califórnia

"Não podemos dizer que beber café prolonga a vida mas vemos uma associação", afirmou Veronica Setiawan, professora de medicina preventiva e principal autora do estudo, em que se regista que quem bebe uma chávena de café por dia tinha menos 12% de probabilidade de morrer do que quem não bebe.

Para quem bebe duas ou três chávenas, o risco de morte reduz-se em 18%, não se verificando variação entre quem bebe café descafeinado.

"O café contém muitos anti-oxidantes e compostos que desempenham um papel importante na prevenção do cancro", apontou a investigadora, salientando que os resultados não permitem concluir que o café é uma espécie de elixir, mas que "faz parte de uma dieta e estilo de vida saudáveis".

Bebida reduz o risco de cancro hepático e uterino

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já tinha reconhecido no ano passado, depois de 25 anos a associar o café ao cancro da bexiga, que a bebida reduz o risco de cancro hepático e uterino. "Há pessoas que receiam que beber café possa ser mau porque aumenta o risco de doenças cardíacas, atrofia o crescimento ou leva ao aparecimento de úlceras ou azia, mas a investigação mostrou que de um modo geral, não faz mal à saúde", declarou.

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