Esclerose múltipla pode ser detetada cinco anos antes de se desenvolver

Um estudo publicado na revista médica "Lancet Neurology" revela que os pacientes com esclerose múltipla podem apresentar sinais da doença cinco anos antes da patologia ser diagnosticável, o que pode dar origem a novas formas de tratamento.

Um movimento de pessoas e organizações de vários países, incluindo Portugal, que querem melhorar a qualidade dos que vivem com esclerose múltipla reconhece avanços nesta área, mas identificou “uma marcada desigualdade” nas condições da vida destes doentes.

O estudo conduzido por Helen Tremlett do Centro de Saúde do Cérebro Djavad Mowafaghian, no Canadá, teve por base a análise de processos clínicos de pacientes com esclerose múltipla e poderá ajudar médicos a fazerem o rastreio da doença de forma precoce, aumentando a qualidade de vida dos doentes.

Para o estudo, Helen Tremlett e equipa analisaram processos clínicos, durante um período de 20 anos, de 14.000 pacientes com esclerose múltipla. A informação recolhida foi comparada com a de pessoas que não tinham a doença.

A equipa identificou sintomas precursores de várias patologias e revelou que existe uma fase em que os pacientes começam a demonstrar sintomas da esclerose múltipla antes desta ser identificada do ponto de vista clínico.

Durante esta fase, os pacientes tendem a ir mais ao médico, a serem hospitalizados e a receberem mais prescrições de determinados fármacos do que a população em geral.

"Provar que as pessoas com esclerose múltipla tinham alterado já o seu comportamento nos cinco anos antes mesmo do primeiro reconhecimento clínico da doença é muito importante porque significa que temos que olhar para além daqueles cinco anos para perceber como é causada", comentou a investigadora numa nota daquele centro de investigação médica.

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artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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