Diretor geral da OOAS satisfeito com as condições criadas a nível de vigilância sanitária e controlo de doenças no País

O diretor- geral da Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS) manifestou-se hoje satisfeito com as condições criadas a nível de vigilância sanitária e controlo de doenças e do funcionamento do Instituto Nacional de Saúde Pública em Cabo Verde.
créditos: Inforpress

Xavier Crespin fez essas considerações hoje, na Cidade da Praia, em declarações à imprensa à saída do encontro que manteve com o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário.

O responsável que vai permanecer em Cabo Verde de 09 a 13 deste mês, para proceder ao diagnóstico da capacidade nacional em termos de vigilância e controlo de doenças, inserido no programa de abordagem “One Health” (Uma Só Saúde), saúde animal, saúde humana e saúde ambiental, felicitou as autoridades do arquipélago pelo esforço feito na criação de condições para a vigilância sanitária e controlo de doenças.

Xavier Crespin destacou ainda o trabalho desenvolvido a nível da criação e do funcionamento do Instituto Nacional de Saúde Pública, na instalação do laboratório para controlo de doenças vetoriais, na formação dos técnicos, que no seu entender são importantes.

“Apesar do Instituição Nacional de Saúde Pública estar a trabalhar não na sua totalidade, pude constatar que tem um laboratório em funcionamento, o que tem sido muito importante para apoiar o sistema de saúde no arquipélago”, reconheceu.

O diretor geral da OOAS destacou ainda o trabalho de comunicação desenvolvido pelo INSP, que visa chamar a atenção e alertar a população sobre o risco das doenças e a luta anti vetorial, o sistema de informação sanitária sobre a posição geográfica das doenças e a ação de capacitação, admitindo que apesar das dificuldades a nível de saúde pública, Cabo Verde tem trabalhado para ultrapassar esses constrangimentos e as carências existentes no sector.

Por seu turno, o ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, reconheceu que a Organização Oeste Africana da Saúde tem colaborado com Cabo Verde na implementação do Instituto Nacional de Saúde Pública, na instância nacional de coordenação de vigilância das doenças anti vetorial, mas também a nível da abordagem de “One Health” (Uma Só Saúde) que estamos a implementar.

“A OOAS tem nos apoiado no reforço das capacidades de diagnóstico laboratorial e é nesse sentido que estamos a trabalhar num plano de formação sobretudo na área da saúde pública uma vez que temos falta de quadros”, avançou sublinhando que Cabo Verde precisa reforçar a sua capacidade técnica na luta anti-vetorial.

Arlindo do Rosário disse que a Organização Oeste Africana da Saúde que já colabora e financia o país poderá ainda abrir caminhos para novos financiamentos, mas para tal terá de elaborar um plano a médio e longo prazo muito bem estruturado.

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