Tratar a depressão é mais eficaz com supressão de enzima do que com fármacos convencionais

Um novo estudo da Universidade da Califórnia concluiu que a inibição de uma enzima específica reduz os sintomas de depressão em ratinhos de forma mais rápida e permanente.

O estudo conduzido por Abraham Palmer, da Escola de Medicina de San Diego da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu que a inibição da enzima glioxalase-1 (GLO-1) influencia o estado de humor e o comportamento.

De acordo com o estudo publicado na revista médica "Molecular Psychiatry", os investigadores dividiram os ratinhos em três grupos. A um administraram o novo tratamento, o outro grupo foi tratado com Prozac e o terceiro não recebeu qualquer tratamento.

Segundo os testes, os resultados demonstraram que a inibição da enzima GLO-1 tinha reduzido os sintomas de depressão nos ratinhos em apenas cinco dias, enquanto o grupo que recebeu o Prozac só começou a demonstrar melhorias 14 dias após o início do tratamento.

"Não existem neste momento nenhum antidepressivo com ação rápida, sendo que encontrar algo assim é pouco usual", cometou a coautora do estudo, Stephanie Dulawa, professora de psiquiatria na Escola de Medicina de San Diego.

Estima-se que uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens possam ter crises de depressão em alguma fase da sua vida. As crianças também podem ser afetadas.

Não existem dados concretos em relação à sua frequência em Portugal, mas as estimativas referem valores de 2 a 3% para os homens e de 5 a 9% para as mulheres para as formas mais graves de depressão e valores superiores a 20% para formas mais ligeiras da doença.

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artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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