Como se processa o desenvolvimento das células cancerosas no cancro da mama

Uma em cada oito mulheres desenvolve esta patologia numa determinada fase da vida. Saiba o que ocorre a nível celular quando o nosso organismo é afetado pela doença oncológica.

A palavra cancro, uma das que mais assusta homens e mulheres nos dias que correm, vem do grego e significa «caranguejo». Também se pode designar o cancro por neoplasia maligna, que significa «novo crescimento», neste caso uma proliferação assustadora. O nosso corpo é formado por triliões de células, que são unidades apenas visíveis ao microscópio. A célula é a unidade básica da vida. Cada célula é limitada por uma membrana, a membrana celular ou citoplasmática.

No seu interior, contém uma solução aquosa (o citoplasma) e o núcleo onde se encontra o ADN. Ao longo da vida, as células dividem-se periodicamente e vão-se substituindo a si próprias, pelo processo de divisão celular, no qual cada célula se divide em duas. Assim, à medida que as células envelhecem e morrem, ou são lesadas, por exemplo, por toxinas, vão sendo substituídas por novas células resultantes do processo de divisão celular, permitindo a sua renovação.

A divisão celular é assim um processo normal e controlado, responsável pelo crescimento e regeneração do corpo. Porém, quando as células se tornam cancerosas, o processo de divisão celular deixa de ser controlado, passando a multiplicar-se rapidamente e de forma desordenada, levando à formação de um tecido anormal a que se chama tumor. Estas células cancerosas adquirem assim a capacidade de se multiplicarem e invadirem os tecidos e outros órgãos.

Os (outros) carcinogéneos

Este processo é chamado, em linguagem técnica, carcinogénese. As razões que levam as células a tornarem-se cancerosas são geralmente desconhecidas, embora se conheçam vários carcinogéneos como, por exemplo, o fumo do tabaco, as radiações, entre outros, que podem estar na origem de alguns tipos de cancros. Relativamente ao cancro da mama, embora sejam conhecidos fatores de risco, a sua causa é desconhecida.

Esta é, felizmente, uma razão pela qual podemos atuar fundamentalmente na prevenção secundária, no seu diagnóstico precoce, como defende o livro «34 Copa B - Guia prático sobre a mama, a saúde e a sexualidade» de Ana Paula Avillez, médica imagiologista especialista em senologia, publicado pela editora Academia do Livro. Uma das melhores formas de prevenir o problema é através da realização periódica do autoexame da mama.

Para saber como deve proceder, veja a galeria de imagens que explica como deve proceder para detetar a presença de nódulos nos seios e nas axilas. Um estudo realizado por um grupo de investigadores da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, tornado público nos primeiros dias de outubro de 2017, defende que a prática regular de exercício físico também pode ter um papel preventivo, sobretudo se realizados treinos curtos e intensos.

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