Autoridades querem padronizar o protocolo terapêutico para os dependentes do álcool e outras drogas

As autoridades cabo-verdianas querem padronizar o quadro das estruturas de saúde de modo a melhorar a qualidade de cuidados e tratamento aos dependentes do álcool ou outras drogas, através da formação e harmonização de protocolos terapêuticos.
créditos: Inforpress

“Este protocolo reflete um conjunto de propostas em termos de orientações seja a nível de medicamentos, seja a nível de orientação psicológica e social para ajudar aqueles que sofrem por causa da dependência do álcool ou outras drogas”, afirmou a coordenadora da ONUDC, Cristina Andrade.

Cristina Andrade, falava hoje à imprensa à margem da ação de formação sobre a harmonização de protocolos terapêuticos no âmbito das dependências, promovida pela Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD) em parceria com o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) e o Programa Nacional da Saúde Mental (PNSM), destinados aos profissionais da saúde.

De acordo com esta responsável, este trabalho que será feito com “qualidade” vai contribuir para a redução da criminalidade, dos custos com a saúde, paz social, mais saúde comunitária e redução dos encargos da saúde, porquanto, a formação ajuda estes profissionais na aplicação dos medicamentos, caso surja um dependente do álcool ou outras drogas na urgência dos serviços de saúde.

“Até agora a tendência é encaminhar logo as pessoas para o internamento, seja na psiquiatria da Praia, seja na comunidade terapêutica”, afirmou, ressaltando que esta conduta para além de ser “custosa”, é tecnicamente “inapropriada”.

Entretanto, a secretária executiva da CCAD, Fernanda Marques, adiantou que pretendem analisar em termos práticos as condutas vigentes e modificá-las, tendo em conta o protocolo terapêutico, dentro daquilo que são as “melhores” práticas mundiais.

Explicou que para isso acontecer é preciso passar pela triagem, ou seja, avaliação dos pacientes, terapia medicamentosa, psicossociais, e por fim o seguimento e a apreciação daquilo que é feito no dia-a-dia.

Por seu turno, o representante do PNSM, Aristides da luz, garantiu que o protocolo vai ser colocado em prática, uma vez que existem “muitas dificuldades” por parte dos profissionais de saúde em termos da primeira abordagem dos pacientes com qualquer distúrbio psiquiátrico.

“Tendo este protocolo vamos poder diminuir consideravelmente a evacuação dos nossos pacientes”, disse, acrescentado que para além de custar menos financeiramente ao país, traz também custos emocionais e psicológicos desses pacientes e dos familiares.

Esta formação de quatro dias (11 a 14 de Julho) que decorre na capital do país, abrange os profissionais de saúde como médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros, das ilhas de Sotavento.

Ação idêntica será desenvolvida nos próximos dias 25 a 28 de Julho no Mindelo, destinadas às ilhas do Barlavento.

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