5 doenças que podem estragar as suas férias

As férias sabem bem, mas podem ter algumas doenças associadas que deve prevenir para não ter surpresas desagradáveis.

Aqui está uma lista das doenças mais comuns que podem ocorrer durante o verão. Conhecer as causas e a sua sintomatologia é a melhor forma de se prevenir e assegurar que o tempo passado em férias é bem aproveitado.

1 - Diarreia de viajante
Resulta fundamentalmente da ingestão de alimentos, bebidas ou água, contaminados com microrganismos. Seja cauteloso no que se refere ao consumo de alimentos e bebidas potencialmente contaminadas.

De salientar que os agentes patogénicos não são exclusivos dos países menos desenvolvidos. O risco associa-se, sobretudo, a práticas de higiene menos adequadas na manipulação e preparação dos alimentos.
Opte sempre por água engarrafada previamente fechada, também para limpar os dentes e fazer gelo para bebidas. Evite também saladas e frutas com casca.

2 - Queimadura solar
A exposição prolongada ao sol pode resultar em queimaduras solares que, para além de dolorosas, constituem um perigo com consequências nefastas para a sua saúde.

É importante aumentar gradualmente a duração da exposição solar, começando por 10 a 30 minutos, 3-4 vezes por semana, dependendo da cor da pele.
Deve-se evitar apanhar sol na hora de maior intensidade. Uma boa regra é evitar a exposição solar entre as 11h00 e as 15h00, no verão. Numa situação de exposição solar prolongada, será preferível usar um chapéu bem largo e beber muita água.

Use sempre um protetor solar com um índice adequado à idade e ao tipo de pele, de preferência, igual ou superior a 30, e renove a sua aplicação sempre que estiver exposto ao sol (de 2 em 2 horas), especialmente se estiver molhado ou se transpirar bastante.

Em caso de queimadura solar recomenda-se:

• Evitar nova exposição ao sol;
• Aplicar compressas com água fria;
• Não rebentar as bolhas;
• Não aplicar álcool, manteiga ou óleos gordos;
• Contactar o médico, sempre que necessário.

3 - Picadas de insetos
Independentemente se vai passar as suas férias na praia, no campo ou nas montanhas, é muito provável que vá sofrer de algum tipo de picadas de insetos durante o verão. Os insetos estão por toda parte, e embora a maioria não seja perigosa, a sua picada incomoda. Algumas picadas são piores do que outras, como é o caso das vespas e abelhas – doem mais e demoram mais tempo a curar/cicatrizar.
A maioria das reações é leve, provocando comichão, ardência e edema (=inchaço) que se resolvem em um ou dois dias. Contudo, às vezes podem causar uma reação alérgica (evite coçar) e, em alguns climas, causar doenças como, por exemplo, malária.

Deve haver o mínimo de pele exposta em áreas com altas populações de insetos, ou às vezes, quando os insetos são particularmente ativos, como o nascer ou pôr do sol.

Retire sempre um eventual ferrão com uma pinça assim que possível, pois a sua simples presença pode causar reação inflamatória.
Se ocorrerem dificuldades em respirar ou engolir, deve chamar uma ambulância imediatamente.
Se surgir alguma bolha no local, não a rebente.
Só tome medicamentos que tenham sido receitados pelo médico assistente ou aconselhados pelo farmacêutico. Pode recorrer a pomadas específicas para picadas de insetos para aliviar a dor, a irritação e a comichão. Há cremes que também evitam a infeção, no caso de coçar muito a área e criar uma feridas. No entanto tenho cuidado dado que há certas pomadas para aliviar a comichão que podem arder se a pele estiver ferida.
Se as picadas estiverem muito inchadas e provocarem muita comichão, um anti-histamínico por via oral pode aliviar o desconforto.

4 - Intoxicação alimentar
As altas temperaturas registradas no verão favorecem o desenvolvimento de bactérias em alimentos mal-acondicionados e manipulados sem as condições de higiene necessárias, resultando em infeções alimentares.

Para evitar eventuais problemas gastrointestinais e intoxicações alimentares, seja seletivo na escolha dos alimentos que consome, optando apenas pelos que estão frescos.
Os primeiros sintomas podem verificar-se decorridos apenas alguns minutos após a ingestão dos alimentos alterados ou surgir horas ou dias mais tarde, dependendo do tipo de bactéria, da quantidade ingerida e da reação do organismo. Um dos sinais mais frequentemente é a diarreia, mas poderão também ocorrer episódios de náuseas, vómitos, febre, dores de cabeça, abdominais e/ou musculares, fraqueza, arrepios e desconforto geral.

Na maioria dos casos, o quadro clínico melhora espontaneamente após alguns dias, sendo apenas necessário deixar o estômago em “repouso” e assegurar o aporte de água, de forma regular e em pequenas quantidades, para uma hidratação adequada.

5 - “Otite de verão”
A “otite de verão”, cientificamente chamada otite externa, é uma inflamação do canal auditivo externo. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais frequente em crianças de 7 a 12 anos – sendo rara em bebés.

No verão, devido ao aumento das temperaturas e da humidade presente no ouvido externo – decorrente do maior tempo de permanência em piscina e mar e os mergulhos na água - a sua incidência aumenta até 70%. Além do risco de contaminação da água desses locais, a permanência contínua nestas áreas húmidas não permite o acúmulo da cera natural do canal auditivo, que o reveste e protege. Manifesta-se com secreção do ouvido com aparência de pus, dor de ouvido, perda auditiva, sensibilidade, comichão e, em casos mais graves, febre.
Recomenda-se, após o banho/mergulho, inclinar a cabeça para cada um dos lados e limpar o ouvido com a ponta da toalha; se dor for persistente e existir saída de pús pelo ouvido, deve consular um médico.

Dra. Thordis
CMO - Chief Medical Officer - Portugal

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