Vírus Zika levanta preocupações a dois meses do início dos Jogos

O temor de alguns desportistas que vão competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em relação ao vírus Zika e o atraso na construção do velódromo ainda preocupam analistas, a dois meses do início da prova.

Faltam somente dois meses para o arranque dos Jogos Olímpicos, mas o país está mergulhado numa crise política e económica que ocupa a opinião pública brasileira.

A crise económica, a maior desde os anos 1930, e o afastamento da Presidente, Dilma Rousseff, num processo de ‘impeachment’ marcam a agenda mediática do país, obrigando a organização a reduzir os gastos anunciados para os Jogos Olímpicos.

A violência nas ruas do Rio de Janeiro, os atrasos na construção de uma linha de metropolitano e as dificuldades financeiras do governo estadual para pagar horas extraordinárias aos elementos de segurança são outras das preocupações, elencadas pela agência noticiosa Efe.

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No entanto, o vírus Zika é a questão mais sensível para os participantes. Nos últimos dias, um grupo de 150 especialistas em saúde pública pediu o adiamento dos Jogos Olímpicos ou a mudança de local, para evitar a propagação da doença para todo o mundo.

A Direção-Geral da Saúde de Portugal recomendou, a propósito do vírus Zika e dos Jogos Olímpicos, que decorrerão no Brasil, que as grávidas não devem viajar para este país e que, se os cônjuges o fizerem, devem depois usar preservativo.

Alguns atletas estrangeiros já admitiram que podem não participar na prova, com receio da doença, como é o caso do basquetebolista Pau Gasol.

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