Vale a pena tomar suplementos quando fazemos desporto?

Fernando Mata Ordóñez, especialista em nutrição desportiva, responde à pergunta e revela o que defendem muitos estudos e investigações internacionais.

Vale a pena tomar suplementos quando fazemos desporto? São muitos os que se debatem com esta dúvida. «As estatísticas demonstram que o uso de multivitamínicos, que incluem antioxidantes, e a ingestão de vitamina C e E já estão bastante difundidos entre desportistas e não desportistas», revela Fernando Mata Ordóñez, especialista em nutrição desportiva, que partilha o que revelam os estudos:

- Vitamina E

«A sua ingestão crónica parece potenciar a performance em altitude, mas pode ter um efeito negativo quando se treina ao nível do mar. Uma  meta-análise, publicada em 2014, concluiu que a suplementação com esta vitamina não resulta numa proteção significativa em relação à peroxidação [degradação oxidativa] de lípidos ou dano muscular causado pelo exercício», sublinha o especialista.

- Quercetina

«Esta molécula, presente no vinho tinto, na cebola-roxa, no endro, nas maçãs ou em alcaparras, tem um efeito reduzido na performance de atletas inexperientes», assegura Fernando Mata Ordóñez.

- Resveratrol

Esta substância, presente em alimentos como as uvas, o vinho tinto, o chocolate preto, a manteiga de amendoim e as amoras, revela-se «prejudicial na performance em ratos e humanos sedentários», afirma o também diretor-geral da NutriScience Espanha.

- N-Acetilcisteína (NAC)

«Ajuda na síntese de um dos nossos mais potentes antioxidantes, a glutationa, e estudos demonstram que a sua ingestão causa claras melhoras na performance. Usado de forma crónica, pode reduzir adaptações no treino e, dependendo da dose, tem sido associada a alguns efeitos secundários como irritação conjuntival, vómitos, náuseas e perda de orientação com doses elevadas e outros problemas gastrointestinais», diz.

Treino mais saudável estilo de vida antioxidante

Uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável podem ser a chave para que os efeitos do exercício se façam notar, como indica Fernando Mata Ordóñez. O especialista deixa, ainda, três conselhos:

- Aposte no consumo de vegetais

«A ingestão de uma maior quantidade de fruta e hortaliças é essencial para obter de forma natural antioxidantes e outras substâncias benéficas, como fitoquímicos. Os alimentos completos, em vez de cápsulas, contêm antioxidantes naturais em rácios e proporções naturais, que atuam de forma sinergética com vários outros nutrientes e otimizam o efeito antioxidante», refere.

- Deixe os processados fora do prato

«Uma alimentação pobre em alimentos processados, com elevado teor de açúcar, gorduras trans e rica em fruta, hortaliças, tubérculos, frutos secos, peixe e carnes magras é uma boa fonte de vitaminas, minerais, fibra, proteínas e gorduras de qualidade e hidratos de carbono», sublinha o diretor-geral da NutriScience Espanha..

- Evite os maus hábitos

«O álcool ou tabaco geram um aumento da produção de espécies reativas de oxigénio», adverte o especialista em nutrição desportiva.

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