Setenta países comprometem-se a reduzir doenças provocadas pela poluição oceânica

 Setenta países assumiram hoje o compromisso de reduzir as doenças provocadas pela poluição oceânica e procurar nos ecossistemas e áreas protegidas marinhas soluções para problemas de saúde que afetam a humanidade.
créditos: PixaBay

Numa declaração assinada ao fim da manhã, em Lisboa, os responsáveis pela tutela dos mares de governos de todos os continentes reconheceram o impacto que a saúde dos oceanos tem nos seus sistemas nacionais de saúde.

A ministra do Mar portuguesa, Ana Paula Vitorino, que presidiu ao encontro, afirmou que todos concordam com os objetivos traçados e frisou que "mais do que atos e declarações de boa-fé, há um compromisso sério e firme".

Os ministros reunidos no Mosteiro dos Jerónimos "comprometem-se a cumpri-los e trabalhar em rede.

"Para se ficar pela retórica, não se assinam declarações destas", frisou Ana Paula Vitorino, assinalando que "só há um oceano para cuidar" e que isso é "fundamental para o futuro do planeta".

Entre as medidas que constam num resumo da declaração distribuído aos jornalistas está "melhorar a comunicação entre a comunidade científica e as autoridades" que protegem o ambiente, a segurança alimentar e a saúde.

Estudar melhor a relação entre o ambiente marinho e a saúde humana é um dos eixos dos compromissos da declaração de Lisboa, em que se prevê analisar as doenças entre as comunidades litorais.

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