Peeling: quando fazer e em que época do ano?

O peeling químico é um procedimento não cirúrgico que consiste na aplicação de uma ou mais substâncias químicas sobre a pele. As recomendações são da médica Ana Silva Guerra, especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva.

O objetivo é a melhoria da qualidade da pele ao eliminar a camada superficial lesada pelo sol, manchada e com pequenas rugas. Ao provocar uma lesão controlada de epiderme/derme, o peeling promove uma aceleração da renovação celular.

A exfoliação da pele é imediata e pode ser mais ou menos agressiva e, por conseguinte, mais ou menos profunda. O efeito tardio do peeling está relacionado com a regeneração da pele, formação de novo colagénio.

Quando cicatriza, a “nova” pele é mais lisa, hidratada, com uma textura mais uniforme, o poro mais fechado e as manchas e rugas finas são eliminadas ou pelo menos minimizadas (no caso de uma pele muito danificada).

A eficácia do peeling depende de muitos fatores da pele a tratar e as suas características (fototipo, espessura, hipersensibilidade e a gravidade da lesão cutânea), a substância a ser utilizada e as suas características, bem como o modo de aplicação

Dependendo da profundidade de ação do agente químico utilizado, o peeling pode ser superficial, médio ou profundo. Quanto maior a profundidade de ação, maior a estimulação e reparação da pele em cada sessão, contudo, mais alta é a probabilidade de complicações.

E eu? Posso fazer um peeling?

Há critérios específicos que devem ser respeitados e que permitem adequar o peeling certo ao fototipo da paciente e das características especificas da sua pele. Se no passado era verdade que este tipo de tratamento químico era desaconselhado em determinados contextos clínicos (fotótipos muito elevados), hoje, felizmente, já não é assim. Existem formulações químicas adequadas a todos os fotótipos cutâneos. Portanto a resposta é sim. Depois de devidamente avaliada, haverá certamente um peeling adequado à sua pele.

O que poderei melhorar ou até tratar na minha pele, com a realização de um peeling?

Os sinais de fotoenvelhecimento facial (exposição solar, solário) tais como rugas finas e manchas pigmentadas. As cicatrizes de acne. A oleosidade da pele: pode melhorar a formação de pontos negros e ajudar na diminuição do tamanho dos poros.

O tratamento químico da pele pode também ser um excelente aliado quando o objetivo é simplesmente manter a pele saudável e livre de manchas.

Pode ser feito no consultório?

Na grande maioria das situações é um procedimento ambulatório, sem necessidade de hospitalização nem internamento.

Só pode ser feito no inverno?

Há uma grande variedade de peelings, por isso, e com base numa seleção criteriosa do tipo de substância(s) química(s), é possível realizar-se um peeling em qualquer época do ano, contudo os meses menos soalheiros são mais convidativos a este tipo de procedimento, porque a exposição solar esta totalmente contraindicada depois da realização de um peeling (nas 2 a 3 semanas seguintes, este cuidado deve ser rigoroso).

Só pode ser realizado na face?

Além da face, outras partes do corpo podem beneficiar do tratamento químico da pele, designadamente as mãos e o decote.

O tratamento químico da pele - o peeling - é um dos tratamentos mais populares no cuidado da pele e na prevenção da sua jovialidade.

As recomendações são da médica Ana Silva Guerra, especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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