Ronaldo processa jornal alemão que o acusa de violação

Football Leaks revela que mulher terá apresentado queixa contra Ronaldo, de quem alega ter sido vítima de abuso sexual, e que o jogador lhe terá pago mais de 250 mil euros a troco de confidencialidade. Gesifute nega “notícia falsa” e fala em “acusação ultrajante”.

Cristiano Ronaldo vai processar o jornal alemão Der Spiegel no seguimento da notícia difundida esta sexta-feira a dar conta de um alegado crime de violação cometido pelo futebolista.

Informação a que o Football Leaks teve acesso revela que o craque português terá assinado um acordo com uma mulher que o acusou de abuso sexual, pagando-lhe 258 mil euros a troco do seu silêncio.

A Gestifute, empresa que representa Cristiano Ronaldo, já fez saber que este “agirá contra esse órgão de comunicação social por todos os meios ao seu alcance”. “A reportagem do Der Spiegel é falsa. (…) A imputação de uma violação é uma acusação nojenta e ultrajante que não pode ficar em claro”, garante a empresa do agente Jorge Mendes.

“O jornal alemão Der Spiegel publica hoje uma extensa notícia sobre uma alegada acusação de violação que, segundo se refere, teria sido feita a Cristiano Ronaldo em 2009, ou seja, há cerca de 8 anos. Trata-se de uma peça de ficção jornalística. A suposta vítima recusa ser identificada e corroborar a estória. E todo o enredo se baseia em documentos não assinados e em que as partes são identificadas por códigos, em emails entre advogados que não dizem respeito a Cristiano Ronaldo e cuja autenticidade ele desconhece, e numa suposta carta que teria sido enviada pela putativa vítima, mas que ele nunca recebeu”, lê-se no comunicado publicado no site da Gestifute.

Recorde-se que o atual advogado do avançado luso em Munique, Johanes Kreile, negou de forma contundente as alegações, quando contactado pelo Der Spiegel: “A julgar pelas perguntas realizadas, as acusações devem ser rejeitadas contundentemente porque são incorretas”.

O Der Spiegel contactou ainda Carlos Osório de Castro, advogado na altura, que defendeu ser política da sua empresa não comentar publicamente assuntos relacionados com clientes. Ressalvou, no entanto, que não devem ser tiradas conclusões da sua opção de não comentar.

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