Colmeia apela ajuda do Governo e instituições na procura de medidas assertivas para a comunidade

créditos: Cláudia Marques | SAPO

A Associação de Pais e Amigos de Crianças com Necessidades Especiais (Colmeia), alertou hoje o Governo e as instituições para a necessidade de se ajudar a encontrar medidas assertivas nas áreas de proteção social, saúde, educação e previdência social.

A presidente da Colmeia, Isabel Moniz fez a alerta em declarações à Inforpress à margem da assembleia-geral dessa ONG que decorre este sábado na Cidade da Praia, no âmbito do terceiro aniversário da associação.

Segundo esta responsável, as associações que protegem as pessoas com deficiência, incluindo Colmeia, precisam de respostas em parceria com as instituições públicas, para dar corpo e soluções a projetos de reabilitação e habilitação.

“A alerta vem no sentido de conseguirmos dar respostas às necessidades terapêuticas na área ocupacional, fonoaudiologia, e acompanhamento psicopedagógico que não tem cobertura da providencia social”, disse.

O mais elementar, sublinha Isabel Moniz, é um serviço de reabilitação onde as pessoas podem procurar respostas para a sua situação seja ela deficiente ou não, que não existe no país. Para além disso, indicou que o serviço existente no hospital Dr. Agostinho Neto não pode dar vazão às exigências, havendo uma lista de espera enorme que dificulta a recuperação dos que mais necessitam de assistência.

Colmeia, que assinalou o seu terceiro aniversario no mês de março, desempenhou, segundo a sua presidente, trabalhos de muita relevância junto das famílias de crianças e adolescentes com deficiência, no sentido de encaminha-las e dar respostas às suas aflições.

Conforme indicou, apesar desta vontade de ajudar e mesmo com o apoio financeiro que o governo disponibiliza, a associação não pode dar respostas a todas as necessidades, pois, o dinheiro é “insuficientemente”.

Egínio Fernandes, um dos associados da Colmeia e pai de uma criança com deficiência, considera que esta instituição feito um bom trabalho, dando aos pais ferramentas para poderem ajudar os seus filhos a desenvolver, apesar do problema de saúde com a qual vivem.

“Foi através desta associação e das atividades que promovem que consigo hoje dar outras respostas ao problema de suade do meu filho”, disse, apelando a um maior apoio às associações que estão nessa área.

Em declarações também à Inforpress, Jandira Tavares, da localidade de Ribeira da Barca (interior da ilha de Santiago), disse que foi através da Colemia que conseguiu ter mais respostas para o filho, pois, segundo disse, desde que este nasceu nenhum médico lhe tinha dito que o filho tinha síndrome de autismo.

A Associação Colmeia está reunida em assembleia geral para apresentar os relatórios das atividades realizadas e contas, estando incluído na agenda um ponto sobre a reorganização que prevê a criação de pelouros e pontos focais nas localidades e ilhas, bem como eleições de novos órgãos sociais.

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