Membros da Coalizão Cabo-verdiana dos Direitos da Criança recebem capacitação em matéria de advocacia

A Coalizão Cabo-verdiana dos Direitos da Criança (CCDC) foi criada recentemente na cidade da Praia.
créditos: Inforpress

Os membros da Coalizão Cabo-verdiana dos Direitos da Criança recebem hoje sua primeira ação de capacitação em matéria de advocacia, que vai contar com a participação, também, de profissionais que lidam com a proteção da criança.

Os membros da Coalizão Cabo-verdiana dos Direitos da Criança (CCDC), criada no dia 07 de novembro, na Cidade da Praia, com o apoio da Associação Crianças Desfavorecidas (Acrides) e da Save the Children Internacional, vão conhecer em três dias de formação na Cidade da Praia, técnicas de advocacia e participação infantil.
Segundo Lourença Tavares, presidente da Acrides, o objetivo do atelier é de contribuir para o fortalecimento da advocacia da sociedade civil para medidas apropriadas para a realização dos direitos da criança, sendo que entre os resultados esperados do encontro, é que os participantes tenham uma visão sobre as etapas, os diferentes atores envolvidos e as técnicas de advocacia.

“Iremos dar muito valor à participação da criança enquanto sujeito de direito, ouvir a criança, dar vez e voz à criança. Nós não podemos trazer uma criança para uma atividade e dizer que ela participou, mas sim, temos que saber como fazer participar as crianças”, explicou a responsável.

A realização da ação de formação, justifica-se, porque, conforme a organização, Cabo Verde, como muitos países, ratificou a Convenção Direitos da Criança e a Carta Africana Direitos e Bem-Estar da Criança, no entanto, o cumprimento dos compromissos do Estado decorrentes dessas ratificações tem sido lento no que tange a apresentação dos relatórios periódicos.

Até ao momento, o país apresentou um relatório sobre a Convenção Direitos da Criança e, até à data, nenhum relatório sobre da Carta Africana Direitos Bem-Estar da Criança foi enviado, sendo que esta situação pode ser explicada, entre outros motivos, pela fraca dinâmica da sociedade civil no que rege os direitos da criança em Cabo Verde e a falta de acompanhamento dos compromissos da sociedade civil para uma mudança duradoura a favor das crianças.

A reversão dessas tendências é essencial, segundo os promotores do encontro de três dias que arranca hoje na capital do país, e requer o fortalecimento da capacidade dos membros da sociedade civil a nível nacional para poder desempenhar seu papel de monitoramento e advocacia para a realização dos direitos da criança.

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