Gastamos sete milhões de euros por ano a matar piolhos

Há mais de 100 produtos para desinfestação à venda no mercado e as vendas não param de crescer. Parasitas tornaram-se resistentes aos tratamentos.
créditos: PixaBay

Não há dados de prevalência em Portugal, mas a sensação de muitos pais, professores, médicos, farmacêuticos e cabeleireiros é de que há cada vez mais casos de infestações de piolhos nas crianças.

A notícia é avançada esta segunda-feira pelo Jornal de Notícias.

A oferta de produtos nas farmácias para eliminar estes parasitas está a crescer e as vendas chegaram aos 7,3 milhões de euros em 2016, escreve o referido jornal.

A pediculose do couro cabeludo é uma doença provocada pelo Pediculus humanos capitis, vulgarmente designado por Piolho. É um parasita do Homem, que não se encontra em outras espécies, nomeadamente em cães e gatos, alimentando-se do sangue do hospedeiro.

"O piolho vive exclusivamente no couro cabeludo dos humanos, podendo sobreviver fora do hospedeiro por períodos relativamente longos, superiores a 48h, o que lhe permite transmitir-se facilmente, nomeadamente através das roupas e sofás", explica a médica pediatra Margarida Fortunato.

"A pediculose do couro cabeludo não constitui um problema importante de saúde pública, mas causa desconforto considerável devido ao prurido, eritema do couro cabeludo e eventual infecção secundária", acrescenta a especialista.

A pediculose atinge todos os grupos demográficos e socioeconómicos, sendo mais frequente nas classes mais desfavorecidas, afetando cerca de 35% das crianças em idade escolar e pré-escolar, principalmente do sexo feminino, pela maior proximidade física durante as brincadeiras e partilha de objetos pessoais, como pentes, fitas de cabelo e chapéus. Habitualmente a pediculose é rara na raça negra.

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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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