Doenças sexualmente transmissíveis na gravidez: a clamídia

As Infeções Sexualmente Transmissíveis são transmitidas de pessoa para pessoa por via sexual, de mãe para filho (durante a gestação e parto) e por via endovenosa. Os esclarecimento da médica Maria José Rego de Sousa.

A infeção resulta da invasão dos tecidos de um organismo hospedeiro por parte de agentes externos (bactérias), cuja multiplicação e reação dos tecidos do hospedeiro aos mesmos e às toxinas por eles produzidas provocam doenças comummente designadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

A infeção resulta da invasão dos tecidos de um organismo hospedeiro por parte de agentes externos (bactérias), cuja multiplicação e reação dos tecidos do hospedeiro aos mesmos e às toxinas por eles produzidas provocam doenças comummente designadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

A clamídia é uma Infeção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis e pode ser transmitida por contacto sexual ou de mãe para filho no decorrer do parto. As pacientes infetadas com clamídia são muitas vezes assintomáticas, podendo a infeção passar despercebida e não tratada, o que pode levar a várias complicações como, doença pélvica, infertilidade e complicações durante a gravidez. Cerca de 20% das mulheres apresentam sintomas inespecíficos como corrimento, ardor e micções frequentes.

A principal complicação da infeção por clamídia é a progressão da bactéria em direção ao útero, trompas e ovários, provocando uma grave infeção designada Doença Inflamatória Pélvica, que nos casos clínicos mais graves pode provocar infertilidade, gravidez ectópica ou oclusão das trompas e dor pélvica crónica.

Nas gestantes, as infeções por clamídia podem originar o parto prematuro e o bebé apresentar a mesma infeção e desenvolver doenças precoces, como pneumonia e conjuntivite.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis são um problema de saúde pública, pelo que o rastreio é fundamental. Tem como objetivo principal identificar e tratar pessoas infetadas a prevenir complicações e reinfeções, bem como a pesquisa em torno de novas metodologias de diagnóstico. Todas as grávidas devem fazer o rastreio para esta infeção durante o segundo trimestre da gravidez, segundo indicações da Direção-Geral de Saúde.

Muitos dos microrganismos das Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST) não são detetados pelos métodos habituais (serologia e cultura). Novas técnicas de biologia molecular, em amostras de exsudados genitais e urina, permitem hoje grandes avanços no diagnóstico.

A deteção da clamídia é executada através da técnica de PCR (Reação em Cadeia de Polimerase), que vai analisar uma amostra de urina ou material colhido para o despiste da presença de ADN da Clamídia nas secreções vaginais ou urina.

A visualização do produto amplificado é possível graças ao uso de uma nova plataforma tecnológica, baseada em matrizes de baixa densidade: CLART® (Clinical Array Technology). Este tipo de metodologia permite ainda deteção de outros microrganismos (coinfeção) igualmente envolvidos nestas infeções como Neisseria gonorrhoeae e Mycoplasma.

Por Maria José Rego de Sousa, Médica, Doutorada em Medicina, Especialista em Patologia Clínica

Maria José Rego de Sousa, Médica, Doutorada em Medicina, Especialista em Patologia Clínica

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