62 milhões de raparigas no mundo não têm acesso à educação, revela UNESCO

Pelo menos 62 milhões de meninas não têm acesso à educação, enquanto dois terços dos analfabetos são mulheres, alertou esta segunda-feira em Santiago Irina Bokova, a diretora da Unesco.

Durante uma visita à capital chilena, Irina Bokova manifestou a sua preocupação face às dificuldades encontradas pelas meninas no que toca ao acesso à educação. Essa é "uma das principais causas de exclusão social em muitas comunidades".

"O direito à educação é negado a 62 milhões de meninas", enfatizou a diretora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) numa conferência na Academia Diplomática do Chile.

Bokova alertou ainda para a falta de igualdade educacional entre meninos e meninas a nível mundial: 60% dos países conseguiram alcançar a paridade na educação primária e só 38% na secundária.

As mulheres representam dois terços dos 758 milhões de adultos analfabetos no mundo, o que "prejudica todas as sociedades, afeta o desenvolvimento e mina os esforços de paz", acrescentou Bokova.

A diretora da Unesco participou nesta conferência no contexto da "Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável" adotada pela ONU em 2015 e que contempla 17 objetivos com 169 metas de caráter integrado e indivisível que abarca a esfera económica, social e ambiental.

"A igualdade de género é um elemento central da Agenda 2030", concluiu Bokova.

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