Estudo revela qual o período mínimo de amamentação para reduzir em metade o risco de morte súbita nos bebés

Um estudo da Universidade de Medicina da Virginia (EUA) concluiu que a amamentação por um período de dois meses é o suficiente para reduzir para metade o risco de morte súbita nos bebés.
créditos: pixabay

Um novo estudo vem agora dizer que para reduzir o risco de morte súbita nos bebés não precisa de amamentar exclusivamente, mas que com apenas dois meses de amamentação é possível reduzir para metade esse mesmo risco.

"Dois meses de amamentação reduz para metade o risco do Síndrome de Morte Súbita nos bebés, e quanto maior for o período de amamentação maior a proteção contra este síndrome", revela o estudo.

Outra das descobertas importantes deste estudo é que qualquer que seja o período durante o qual as mães amamentam os seus bebés, é sempre uma ajuda para diminuir a possibilidade do bebé vir a sofrer de morte súbita. Seja de forma parcial ou exclusiva, há sempre um benefício associado.

"A amamentação não pode ser vista como o tudo ou nada. Cada "gota" conta", afirmou uma consultora de lactação ao site Parents.com a propósito deste estudo.

Uma das autoras revela que este estudo é uma espécie de lembrete a todas as mulheres de que não precisam de amamentar exclusivamente para que o bebé usufrua de benefícios para a sua saúde.

Este não é o primeiro estudo sobre a relação entre a amamentação e o risco de morte súbita, mas é o primeiro que define um período mínimo para que o bebé possa beneficiar dessa proteção.

Para este estudo, e para determinar os efeitos da amamentação na redução do risco de morte súbita, os investigadores analisaram oito dos maiores estudos internacionais que estudaram 2.259 casos de morte súbita e 6.894 bebés que participaram em grupos de controlo e que não sofreram do síndrome.

artigo do parceiro: Susana Krauss

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