Assédio sexual

As melhores estratégias para o travar

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Se sente que está a ser vítima de assédio sexual, não demore muito tempo a reagir.

Eis o que deve fazer:

Confrontar
Diga abertamente ao agressor que não gosta das suas atitudes. Segundo Daniel Cotrim, psicólogo da Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV), deve também «evitar locais ou momentos em que possa estar sozinha com ele. Se o trabalho implicar áreas para mudança de roupa deve estar sempre acompanhada», recomenda ainda este especialista.

Partilhar
Isolar-se é o pior que pode fazer. Conte o que se está a passar a familiares, ao seu companheiro, a amigos e colegas de trabalho, pedindo-lhes que estejam atentos. Se se tratar de um colega de trabalho fale com a entidade patronal. Pode dar-lhe conhecimento da situação através de carta registada com aviso de recepção.

Procurar ajuda
Apresente queixa à CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego), dirija-se à APAV, à CIDM (Comissão para a Igualdade e para os Direitos da Mulher) ou ao seu sindicato. Embora o assédio sexual não esteja tipificado como crime na legislação nacional, ofensas que estão relacionados com essa situação (como violação, coacção sexual, ameaça, difamação) são puníveis.

Provar
Reúna elementos que possam constituir prova, como presentes e bilhetes, mas não tente filmar ou gravar conversas. Segundo Daniel Cotrim, «por um lado, nada disto funciona como prova em tribunal e por outro a mulher estará a pôr em risco a sua vida. Esse tipo de situação pode mesmo virar-se contra ela. Ele pode vir a acusá-la de ter sido ela a aliciá-lo».

Texto: Nazaré Tocha

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